Porque voltaste?
Sabias que não podias cá ficar...
Sabias que não sou casa em que se pare!
Subiste as escadas
Entraste no meu quarto e desfizeste a cama.
Sem cerimónia
Como se tu e eu nos conhecessemos desde sempre
E entrar e sair
Fosse tão natural
Como respirar.
Quando começava a habituar-me
Ao teu ombro
Ao teu suor
Ao teu olhar
Reparei que fugias
Suavemente
Para não me acordar.
Mas o meu sono já é leve.
E deixei-te ir.
Para quê lutar contra aquilo que sabemos ser
As ondas sucessivas
Inevitáveis
De um repetido Mar?
Isabel Perry in "O Amor não é"
sexta-feira, 12 de junho de 2009
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